Archive for the 'Perfil' Category

Perfil de Ricardo Jorge Costa Duarte

Idade: 21 anos

Profissão: Estudante

Naturalidade: Seia

Ricardo Duarte, o principal responsável pelo êxito financeiro da Queima das Fitas de 2006, chegou a Coimbra para cursar Jornalismo na Faculdade de Letras, com um passado de dirigente associativo na Escola Secundária de Seia. Nas últimas eleições para a Direcção-Geral da Associação Académica integrou a lista vencedora, liderada por Paulo Fernandes, pelo que se prepara para tomar posse como vice-presidente da instituição. Cargo que considera ser mais bem desempenhado face à experiência que adquiriu à frente da “Queima”. Aprendi rapidamente a tomar decisões importantes e caras, envolvendo muito dinheiro, pelo que obviamente, isso terá repercussões futuras, diz. Para já, vai poder continuar a sua experiência de gestão na administração da maior associação de estudantes do país. Ainda sobre a “Queima”, Ricardo defende que esta tem de dar lucro sempre, pois esse encaixe financeiro é crucial para a gestão da Associação Académica. Sobre o seu futuro, garante que a sua paixão sempre foi o jornalismo e quer vir a ter essa experiência profissional. Mas, após o sucesso da sua gestão na Queima, também não põe de parte uma carreira como gestor. Agora, importa também ter sucesso na Direcção-Geral, diz.

(artigo não assinado)

10/1/2007

in JN on-line –  http://jn.sapo.pt/2007/01/10/centro/perfil_ricardo_jorge_costa_duarte.html

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Este é um exemplo de um perfil sucinto e interessante, pois foca o percurso de um jovem ilustre desconhecido, que está atrás da organização dos maiores eventos académicos a nível nacional. Apesar de curto, o artigo abrange os parâmetros necessários para a elaboração de um bom perfil, incluíndo citações e uma linguagem objectiva.

Ana Rita Nascimento

nº 16406

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Perfil no Correio da Manhã

Pólo Cultural – pai do Fantasporto abraça novo projecto
Aposta na diferençaMário Dorminsky não pára e actualmente dorme apenas três horas por noite. Ao pelouro da Cultura e do Turismo da Câmara de Gaia, do qual é vereador, junta ainda o acompanhamento do festival FantasPorto, organizado pela Cooperativa Cinema Novo – que fundou.Este homem da Cultura prepara-se entretanto para abraçar um novo projecto, também no âmbito da Cinema Novo. Trata-se do pólo cultural MediaPlex, que pretende oferecer um espaço de cultura e lazer ao Porto que vai apostar na descoberta e na diferença, ao mesmo tempo que reanima o centro da cidade.

“É muito difícil gerir tudo. Nem ao cinema tenho ido, por falta de tempo”, admitiu Dorminsky ao CM, questionado sobre as suas múltiplas actividades. Mas nem por isso abranda o ritmo. “Agora dou mais valor aos momentos que tenho só para mim”, disse.

É precisamente o gozo pessoal que lhe dá o projecto MediaPlex que o leva a participar e a contribuir para o seu nascimento. A inauguração daquele que pretende ser um verdadeiro centro cultural está prevista para 16 de Fevereiro de 2007.

“A aposta não é arriscada. É uma aposta na diferença. O público que é atraído pelo cinema, na maioria um público jovem, procura mais do que o cinema comercial americano”, explicou o pai do Fantas.

Assim vai nascer no antigo complexo de salas Castello Lopes, do Central Shopping “a primeira estrutura da Europa totalmente preparada para o cinema digital”, que vai apostar principalmente no cinema alternativo. Distribuídos por seis salas vão estar os vários ‘cinemas’ (ver caixa), a estreia da semana – cinema comercial, mas “de qualidade” – e ainda curtas apresentações em jeito de ‘showcase’.

Mas nem só de cinema vive o MediaPlex. Exposições, debates, música e teatro também vão ter lugar no novo espaço, voltado para o audiovisual. “A aposta mais arriscada do MediaPlex é o facto de só trabalhar com cinema digital, porque a maior parte das distribuidoras portuguesas ainda não funciona assim”, concluiu Dorminsky.

SEIS SALAS E MUITOS ‘CINEMAS’

Começou por se chamar MoviePlex, mas a multiplicidade de valências que vai albergar acabou por levar à alteração do nome para MediaPlex.

O cinema é a principal aposta do pólo cultural, mas a literatura, o teatro, a música e as exposições vão ajudar a complementar a programação. As salas Castello Lopes, do Central Shopping, estão fechadas há dois anos, mas vão ser reconvertidas pelo arquitecto Pais Vieira para se adaptarem ao projecto MediaPlex.

O complexo é composto por seis salas, onde vão ser distribuídos os diferentes tipos de cinema. A sala maior, com cerca de 400 lugares, vai acolher os espectáculos musicais e também a única onde vai ser exibido cinema comercial.

Nas restantes cinco salas – mais pequenas – vão ser distribuídos as diferentes cinematografias: cinema europeu – com grande destaque para o português –, asiático, independente norte-americano e curtas apresentações, numa espécie de café-concerto.

PERFIL

Mário Dorminsky nasceu a 30 de Abril de 1955 em Paranhos, Porto. É casado com Beatriz Pacheco Pereira e tem um filho, de 22 anos, João, designer gráfico. Ficou conhecido como o pai do conhecido festival FantasPorto, de que foi director. É o vereador da Cultura e do Turismo da Câmara de Gaia e também director da cooperativa Cinema Novo, que fundou.
Marta Martins Silva

Este perfil está construído num formato relativamente pequeno, mas com um lead que capta a atenção do leitor através do pormenor das três horas de sono e da quantidade abundante de coisas que o perfilado faz; por outro lado recorre a uma entrevista ao mesmo e a informações sobre as suas actividades, de forma a completar a informação necessária a uma perspectiva mais informativa.

Ao mesmo tempo, e tendo em conta que o perfil se encontra na secção Cultura, é também um veículo de divulgação, numa espécie de hibridação entre a notícia e o perfil. Por fim, as informações de carácter mais biográfico e que são de menor relevância para o tema aqui tratado vêm no fim da notícia, condensadas de forma a permitir um rápido relance pelas origens do perfilado.

Perfil de um arquitecto in “Mundo Universitário”

Numa altura em que a Arquitectura anda na ordem do dia (veja aqui ao que me refiro), encontrei no jornal gratuito “Mundo Académico” de 20 de Novembro (pp. 8) um perfil bastante interessante e bem escrito sobre um arquitecto.

O ante título “Na pele de um arquitecto” remete-nos para o género de que se trata: o perfil. De seu título “As cidades querem-se mais humanas”, este perfil centra-se mais nas opiniões do arquitecto do que no seu (re)nome por não se tratar de uma celebridade.

A linguagem utilizada pela autora Maria Seruya Cabral, é, conforme requerido por este género, uma linguagem mais livre, menos técnica e mais embevecedora, o que nos envolve na leitura. Estão são características que reconheço como importantes para não desmotivarem a leitura pois, afinal, trata-se do perfil de um anónimo. Notem-se, por exemplo, metáforas tão expressivas como: “Muitos lápis e compassos depois” [referindo-se ao tempo passado], “Jogo de paciência” [referindo-se a um projecto], “A menina dos olhos do projecto” [a propósito da parte criativa], “Cria-se uma imagem que se vai focando aos poucos até ganhar selo de qualidade para se materializar” [evolução de um projecto].

Neste perfil ouvimos a voz do próprio arquitecto, ele está no texto, nas ideias e nas citações.Também achei a caixa “A Saberdo fundo da página interessante. As questões ali colocadas são relevantes para o tema de que se trata e complementam as ideias do texto.

A organização visual da página (inteiramente dedicada a este perfil), também é, a meu ver, bastante apelativa. Elementos simbólicos como o lápis e o compasso complementam os outros elementos visuais num conjunto que resulta muito bem.Creio que este é um exemplo que desmistifica um pouco o fraco lugar comum em que os jornais gratuitos caíram. Aqui, a linguagem e o discurso utilizados, para além de cumprirem com os requisitos jornalísticos, revelam-se um tributo ao gosto-pelo-escrever.

Veja aqui a versão online.

Veja também:Página Inteira,Topo da Página,Fundo da Página